No preto e branco

Bonjour mon cher...

Dou início a conversa de hoje com a frase do saudoso Le Corbusier que dá todo o sentido do assunto a ser tratado nesta mesa de café... "A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes reunidos sob a luz." 

E no meio da selva dos arranhas-céus da Cidade de São Paulo, a admiração toma conta sob o olhar do jogo sábio da luz e da sombra entre arquitetura, natureza, superfícies, volumes e humanidade. Mas minha maior conotação está nas falhas (não necessariamente no sentido literal da mesma), mas nas brechas onde a arquitetura permite que a luz brinque mais graciosamente. Comecei a perceber isso forte na minha maneira de pensar, quando comecei a estudar e engessei na faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Acredito que as coisas foram feitas para serem vistas sob a luz, nossos olhos foram feitos para ver as formas sob a luz, o jogo de luz e sombras, as superfícies, os volumes... 



Foto que andando pelas ruas de São Paulo em um dia qualquer, notei por volta das 15h30 a incidência da luz solar na diferença de estilos históricos dos edifícios, se fazendo presente na Rua Alvares Penteado, São Paulo, perto do Centro Cultural Banco do Brasil. Gosto dessa foto porque ela mostra exatamente a importância da luz e sombra na arquitetura. O sol bateu e diferença de altura dos elementos causou esse efeito magnifico. Amante pela fotografia e pelos detalhes costumo enxergar coisas e tirar proveito de tudo que está a minha volta. A luz e a sombra, são os elementos básicos para produzir o efeito de Volume nos objetos. A técnica  do chiaroscuro (claro e escuro) foi desenvolvida principalmente por Da Vinci no alto renascimento (século XVI), quando os artista e arquitetos desenvolveram consideravelmente as técnicas de representação aplicadas à arte e à arquitetura.

O volume em um determinado trabalho depende da luz, e por consequência das sombras que este produz. A definição correta do volume de um objeto, se dá através da valorização exata das intensidades de suas sombras. 



Uma vez que a arquitetura trabalha com as formas, logo a percepção destas formas será revelada pela luz, da mesma maneira em que a arquitetura e o seu meio inserido, será capaz de nos revelar a luz, esculpindo-a. 

A relação entre cada parte no espaço é importante para informar à nossa percepção a construção visual do lugar, estabelecendo relações entre a luz e os elementos arquitetônicos envolvidos, e a sociedade inserida, porque o todo faz parte do TODO. Tudo é um jogo de luz e sombra desde o mais singelo mobiliário urbano até o topo de um "gigantesco" edifício. A forma é concreta e buscar seu fascínio, significa buscar o que é visualmente interessante ou satisfatório. No entanto, o interesse visual atém de se um estímulo da retina raramente inspira o coração, de quem está aberto a observar. O espaço, ao contrário da forma, está relacionado não apenas à visão, à audição e a outros de nossos cinco sentidos, mas também a sensações subjetivas. O espaço é o domínio privado de expressão da arquitetura. Por exemplo em uma simples rua no meio da multidão, podemos observar várias pessoas, cada qual com seu estilo, com seu movimento, mas sem ao menos perceber um dinamismo entre luz e sombra se materializa entre uns e outros, dando o contraste entre as dimensões volumétricas.


A luz ainda definirá diferenças entre interior e exterior, enfatizará conexão ou separação, indicará orientação, definirá áreas com tarefas diferenciadas e poderá sugerir movimento. 



É você quem sente uma reação interna crescer lentamente quando uma ordem geométrica estática adquire uma presença dinâmica em sua consciência. Despertar emoções e sensações é um resultado da arquitetura e da arte. 

Luz e Sombra revelando beleza para poucos. 


CAFÉ ROSA|
JULIANA RODRIGUES|.





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