Resenhando o mundo contemporâneo: Expressões na morada "humana"



BONJOUR mon cher...

Boa tarde pessoas, me permitem começar a conversa nessa mesa de café, pedindo desculpas por tanto tempo sem escrever, mas estar no quarto ano da faculdade, e cursar arquitetura, equilibrar isso mais trabalho, e vida pessoal, fico sujeita a ficar sem tempo, pra fazer meus hobbies. Mas consegui um intervalo e vamos nós. O "papo" de hoje, parte de uma discussão feita na faculdade, que lendo os textos e resenhando, vi que seria um assunto legal, para um post. Então que comece a discussão, sobre a moradia contemporânea e as relações com o MORADOR.

"Ah! Não há nada como ficar em casa para ter verdadeiro conforto." - Jane Austen com a personagem EMMA, em "Orgulho e preconceito." Dou início a conversa com a frase literária, para enfatizar o que hoje tanto se discute ao se projetar, uma edificação de moradia. Conforto. E o que seria possuir conforto? Conforto, no sentido etimológico da palavra, é o ato ou efeito de confortar. Significando, possuir comodidade material, aconchego, sensação de bem estar. De acordo com Rybcynski, o "bem estar" é uma necessidade humana, e o conforto, uma condição para alcançá-lo. Acredito que ao se pensar em determinados espaços, tais devem ser projetados de forma a cumprir, os objetivos pré-determinados, ou seja, se o objetivo fundamental é o de torná-los habitáveis, proporcionar conforto, deveria ser sua principal característica. Em um espaço contemporâneo, o conforto já se tornou prioridade. Morar bem caiu no conceito de se ter conforto, pouco importando de que maneira isso será alcançado. 
E para se discutir as condições de um espaço contemporâneo, é preciso observar e entender o esboço genealógico da própria habitação, onde as noções de intimidade, privacidade e, sobretudo o conforto, acontecem. Nesse "mundo" onde os veículos de mídias, tecnologia, tomam certo espaço e tempo, a arquitetura recebe uma nova visão, já que a sociedade vem moldada em um leque de "possibilidades" de criação, dificultando por vezes, o papel do arquiteto. Onde de todo o contexto histórico e evolutivo, chegamos a uma "era", em que as informações são transmitidas de maneira mais rápidas e flexíveis, por consequência, o morar também se torna flexível. Tenho espaços que a finalidade é a mesma, mas a funcionalidade às vezes não. Exemplificando, os ambientes dispostos tem a característica que lhe são impostas, mas o uso nem sempre se dá o mesmo. Posso ter um ambiente pra descanso (dormitórios), mas ao mesmo tempo ele me “serve” de um Office, de cozinha, lugar pra estudos etc. Sem contar que aquilo que é folheado em revistas, sites, de arquitetura, decoração, jardins, etc, caem no "gosto popular", fazendo com que os leitores dessas mídias, queiram aquilo, mas o que serve pra um, nem sempre serve pra outro. 


Tudo isso e mais, se dá com reflexos inevitáveis no modo de vida dessa população, que acarreta mudanças no comportamento e no cotidiano das pessoas. E o que era um dia “tradicional”, se torna globalizado. Posto este cenário, as transformações causam também, mudanças no modo de morar, e por consequência, na configuração dos espaços residenciais contemporâneos. O fato é que a forma como vivemos hoje (século XXI), mostra mudanças bem visíveis em relação como vivíamos no final do século XX. Diferenças essas, que materiais e equipamentos nos projetos, fazem perceber uma busca por inovações, e que o mercado tem à disposição, diversas opções que são prontamente adotadas pelos designers e arquitetos. As demandas contemporâneas por acessibilidade e sustentabilidade, também chegaram ao espaço domestico, e a pauta das preocupações dos profissionais da área, como a utilização de materiais, que visam minimizar o impacto no ambiente. O que leva a concluir, é que há um problema que então se define, o de saber qual seria o papel e quais as características, possibilidades, até limites, que essa arquitetura chamada contemporânea, pode desempenhar nesses novos “lugares”, que por sua vez a vida cotidiana segue nestes, se desenrolando. 

AU REVOIR...

CAFÉ ROSA |
JULIANA RODRIGUES |


Comentários

Postagens mais visitadas