Um estado ao tempo

Bonjour Mon Cher...

E como sempre dizem o "bom filho a casa torna" e cá estamos com um papo que surgiu de um outro papo, que levou a essa inspiração do assunto à mesa do café de hoje. Um tema onde todos nós um dia chegaremos ou já tivemos o "prazer" de levá-lo em consideração. A crise da tal meia idade.



Ao passar dos anos ficamos mais críticos com nós mesmos, queremos eleger tal estilo a seguir, cuidar da beleza, defender um padrão estilístico como o ideal, e é cada vez mais é comum vermos meninas, mulheres, até homens, que se submetem a tratamentos diversos para emagrecer, perder os chatos "pneuzinhos", até alisar os cabelos, na busca incessante pela beleza "ideal", vale qualquer sacrifício. Os vários veículos de mídias bitolam-nos e mexem com a auto-estima humana, fazendo com que as beldades que posam para revistas e desfilam na TV, formam um grupo seleto, onde esse "padrão" estético é cobiçado e bem desejado. Defronte a esse quadro, cabe nos perguntar, como nós mulheres, pois me incluo nesse grupo, por as vezes querer alcançar algum tipo de padrão estilístico, depois de tantas conquistas importantes que tivemos no último século? Quais são as consequências dessa obsessão de hoje? Onde entram as "diferentes" - gordinhas, velhas, etc - nesse sistema? O importante é você estar com sua saúde em dia e de bem com o universo interior e exterior.

A Alegria não tem idade - "HAKUNA MATATA" Que o importante é viver-se feliz.

A sociedade passa hoje por um momento único na história da humanidade. Fala-se das possibilidades que a longevidade propicia e, com esta premissa, começa-se a pensar nas pessoas que estão nos 50 anos e podem tantas coisas. Envelhecer traz por vezes uma certa preocupação. Mas se pararmos pra observar, perce-se que a idade é algo muito sugestivo, enquanto algumas pessoas "aparentam" ter mais idade para a sua idade "verdadeira", ocorrem em outras o contrário. Dessa forma a idade é só uma escala, um valor numérico que aumenta a cada ano, e que não deve ser levada em consideração em nenhum momento. É fato que ninguém já nasce maduro, mas o que amadurece é o espírito, o que te faz mais responsável intelectualmente, desenvolvendo-se a partir de experiências adquiridas durantes os acontecimentos ao longo da vida.

Para mim a idade não passa de números que só servem para comprovar o tempo que uma pessoa tem de vida, só vale para o corpo, à medida que vai avançando, mais debilitações físicas teremos, uma pena, mas é a lei vigente da natureza, não há vida sem o ciclo. Sinteticamente não devemos avaliar uma pessoa por sua idade física, mas sim pelo estado de espírito de cada um, é isso que determina o quanto somos maduros ou imaturos, independente do número de "anos de vida" que se possui.

Na verdade o que vale de fato, é justamente esse processo de que se você vive bem, o resto é mero detalhe. As pessoas mais interessantes no mundo não são as mais bonitas, as mais jovens, as mais bem cuidadas fisicamente, mas sim aquelas em que seu estado de espírito possa trazer algo de realmente belo, sabe fazer da sua viagem de vida um inconstante aprendizado, que na bagagem só carrega coisas boas e desfaz do que pra si, não terá valia alguma.

Então se você tem 15, 18, 25, 35, 40, 50, 65, 70... você ainda será VOCÊ !!!!!

É tão comum dizer isso, mas há tanto “jovem-velho” por aí...

"Não há cura para o envelhecimento, porque envelhecer não é uma doença, é um modo de vida." - Roger McGough

CAFÉ ROSA |
JULIANA RODRIGUES |


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