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Mostrando postagens de Agosto, 2016

Entre notas e linhas

Me arrisco ao equilibrar sobre o risco.  Existe um risco.  Existe uma forma.  Um pedaço de papel, que eu apenas vesti.  Propus ali então a traçar, preto em branco,  lápis no lugar. Rabisco por traços, a montagem de um retrato.  Dou por mim a desenhar-te... qualquer coisa...  um esboço, rimas soltas, linhas a se despregar.  Tentei até colorir o céu de outra cor,  mas são os seus traços que eu sei de cór.  Nas mais puras linhas um dia te desenhei. Sonhei.  Esqueci, te conheci.  Entre as portas, um harmônico rosto,  que assim pronuncia: logo existe o meu espaço.  Eu toco então aquele rosto, este rosto, ah!  Aquele rosto. Que eu toquei com o carvão,  rasgando esta folha, debruçando em canções,  me estasiei.  Me mostrou as tuas rimas, tuas notas e linhas,  na sua vasta coleção de melodias.  Digo o teu nome. Mas que nome?  Ao menos sei tocar o lábio inferior,  pra dizer qualquer pronome.  Escuto as tuas marcas,  que soam com a mesma proposta.  De que hoje não invento-te como eu quero,  como eu gosto.

O intenso que me faz viver

É isso aí, para aqueles que já me conhecem, sabe o quanto sou intensa em meus apegos e desapegos. E aos que não me conhecem, bom deixa eu aqui me apresentar então. 

Bonjour, quem vos escreve é Juliana. Tranquila? Talvez. Equilibrada? Nem tanto. Profunda, funda? Sim aos prantos. Sou colorida, cheia e vazia. Inquieta, vibrante, impaciente. Tento ser o que eu não sou. As vezes sigo um padrão e que ao mesmo tempo, eu mesma o quebro. Sou um tanto tripla, exótica, excêntrica. Além disso, o oposto ao normal me atrai. Sou única, exclusiva, conectada, surreal. É posso ser conceitual, obscura, criativa, vivida, melancólica, dual, contraditória, vaidosa. Gosto de café, mas me derreto em um bom chá. Sou das artes. Sou da física. Sou da música. Sou da vida. Sou de sorrisos e abraços. Cheiros e beijos. Sou inverno. Sou verão. Sou as quatro estações divididas em frações. Sou um ponto de interrogação. De exclamação. Uma vírgula. Só nunca um ponto final. Sou grande. No literal e no metafórico. Me visto…

O que te faz querer dançar?

Humanidade... Conectividade... Sentimentos... Ensinamentos... Sensações... Emoções...
Ah como somos feitos de uma diversidade de "codinomes" né não? Somos humanos, nos conectamos em vários nós e meios. Sentimos um barco de coisas, que oscila entre negativo e positivo. Nos ensinamentos, ensinamos. Aprendemos com nossos erros e acertos. Acreditamos que cada sensação é uma emoção nova. Nesse coletivo da realidade, pode-se notar que objetivamente, a nossa vida é uma dança, porque tudo na natureza é movimento, ritmo, da contínua transformação em um eterno fluir. A dança é a fonte da vitalidade. Vitalidade é energia, é força, ação, expressividade, capacidade criativa, consciência. E de fato não somos tudo isso? Precisamos aprender a dançar-viver, em harmonia com essa vida-dança, cósmica. 
Através da espontaneidade, cria-se uma dança. Se propõe uma forma, um caminho para lidar com seu próprio corpo, com seu ritmo, com suas emoções e expressividade. Partimos então de uma linguagem …