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Mostrando postagens de Julho, 2018

Traduzo-te o amor

Se eu te perguntar para definir o que é o amor, você saberia?
Pois bem como toda poesia que se preze, o amor nunca tem uma definição concreta... Ele está nas metáforas... Ele está nas reticências... Ele está nas entrelinhas... Ele está romantizado, conectado... Ele perambula de caos em caos... Ele se encontra no desconexo diário... Ele é o agir de Deus... Ele permanece de Shakespeare à Tom Jobim... Ele simplesmente está.
Com tanta licença poética nunca consegui de fato, chegar em um acordo, até exatamente e claro, sentir.
É tão difícil conotar o amor, que ele acaba por si só, sendo a própria poesia. 
Todos o querem, mas nem todos o entende.
Está aí, é compreensível o amor? Existe tradução?  Acho que finalmente tenho a resposta. 
Amar é olhar...  Amar é saudade... Amar é conquistar... Amar é conhecer... Amar é compreender... Amar é orar... Amar é buscar a vida... Amar é querer... Amar é aceitar... Amar é ouvir... Amar é ganhar... Amar também é perder... Amar é proteção... Amar é colo... Amar é abraço... Ama…

Estado de espírito

Bate à alma e alcança
sensível e mansa
a vista fácil de
um vôo, espaço.
Era ela a doce visão,
vestida de flor e canção.
Trazia ela a tempestade
e consigo estava
presa pela metade.
Sorrindo à alvorada
toda feito morada,
habitando junto
a liberdade além-mundo.
Abria os olhos
e vestia-se de flor,
trovejava à vida,
desejo, medo e cor.
Por todos os cantos
se despia de vontade,
mas em tudo colocava a sua verdade.
Ó doce menina,
que dança tinta,
vem à tona, lança vôo
e se cobre de linhas.



CAFÉ ROSA
JULIANA RODRIGUES