Pular para o conteúdo principal

É "a vida é um sopro"


(foto: autora)

Sabe aquela pergunta clichê de toda reflexão: QUANTO TEMPO AINDA TEMOS PARA VIVER? De certa forma, esta é uma pergunta que nem merece resposta. Pode ser que nem eu consiga terminar este texto... Ou pode ainda ser, que você consiga lê-lo de maneira exaustiva. O fato é que, temos o tempo suficiente para estarmos aqui... vivendo... conhecendo... aprendendo... Se ele é muito ou pouco, para mim não importa. O tempo é relativo, a cada grau de importância em suas fagulhas. O tempo é quem dita a validade dos seus aprendizados, amadurecimentos, crescimentos, escolhas, atitudes e até mesmo e por que não, pessoas.   

Se de cada experiência adquirida nas janelas da nossa vida, além de subirmos de level e avançarmos para a casa seguinte, levássemos em pedacinhos de memórias, os sorrisos, abraços, beijos, acolhidas, conversas de estrada, paisagens recortadas nos km rodados por ai, os olhos que sorriem pra alma, as músicas que embalaram cada chegada e despedida, somariam todos os milésimos de segundos que foram aproveitados, no marcar do tempo. 

Entre todas as perdas, recebemos ganhos. Ganhamos mais uma página no dossiê da memória. Ganhamos duas, três... cinquenta doses de coragem, para prosseguir. Encarar o não imaginável, sai do nosso controle, e nem percebemos o quanto estamos ganhando em aprender com cada perda, desistência, retrocesso e insegurança. Isso tudo, nos mantém com os pés no chão, refazendo nossos pensamentos e escrevendo novamente, aquela listinha de coisas a se fazer antes de cada degrau a subir. A valsa da vida é uma constante competição, e o desespero de perder é iminente, que parece gritar aos quatro ventos, o quanto somos frágeis. 

O que realmente me importa, é poder sempre carregar na mochila o necessário para decolar. Sentir que por cada lugar que passei, deixei um pouquinho de mim. Mas também coube na garupa, o suficiente para nunca esquecer dalí. 

Logo não me resta saber o quanto tempo nós temos. Só me basta saborear intensamente até não termos mais tempo. Porque "a vida é um sopro". (Oscar Niemeyer) 

Paz e bem.
Juliana Rodrigues
CAFÉ ROSA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OMG, I'm So Retrô

Bonjour mon cher...
Ah quanto tempo não me inspirava de postagens, filmes, videos, fotos, músicas etc... Mas hoje dia após feriado, em casa (uma folga da correria enfim da "arquitortura"), abro o spotify como de costume para escutar músicas, e o aplicativo me sugere uma playlist, cujo nome um tanto inspirativo "JUNKEBOX BURGUER", sim daquelas lanchonetes retrôs décadas 30,40,50,60, onde se tinha uma caixa "gigante" de fazer música, mobiliários da época, e ali se fazia o point da juventude. E começo escutar Elvis Presley, Chuck Berry, Roy Orbison, Ritchie Valens... E a cena começa vir na cabeça, vestidos, estampas, mocassins, suspensórios, óculos aviadores, as Kombis coloridas, os "possantes" dos meninos pra impressionar as meninas, laquês nos topetes, sorvetes coloridos, entre tantas cenas que meu coração adoraria ter vivido. É essa foi uma boa fonte de inspiração, mas se não bastasse músicas, ontem quinta, (04/06/2015) assisti a dois vídeos de …

#Desabafo: Estamos ficando com preguiça de "socializar"

Bonjour mon cher's...


O quanto do que acontece a nossa volta nós perdemos por estarmos com os olhos grudados nas telinhas dos smartphones?  Quantos livros você leu nesses últimos 30 dias? Quantas vezes você pegou um jornal para foleá-lo? Quanto seu dia foi produtivo? Quantos cálculos seu cérebro fez hoje?
É com esses questionamentos que começo o papo de café de hoje. Já parou pra pensar o quanto de tempo perdemos digitando nossos desabafos, inquietações e alegrias, publicamente? Ou ainda expor de que jeito estamos no dia? Ou então perceber o quanto estamos conectados e não conseguimos sequer ler por horas aquele livro favorito, mas ainda assim ficar "abitolado" em uma telinha de 5,5", lendo bobagens atualizadas de 5 em 5 segundos. 
Essa facilidade e acessibilidade à tecnologia, nos transformou em verdadeiros "robozinhos", que tem sua vida controlada por uma mini-tela na palma da mão. A ideia de poder fazer tudo por um aparelhinho, é realmente incrível e fantástic…