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Sem passado e sem futuro?

Fonte Foto: IDE GOMES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO 
Brasil-cheio de cores, sabores; transborda memória afetiva, histórica e cultural. Faz da nossa matriz cultural uma riqueza de memória. 
Cogitando cortes de 1,1 bilhão de reais em investimentos, só para poder agradar nossos juízes e aumentar 16,38%, aprovados para si próprios. Sim esse é o quadro desse país cheio de diversidade, que caracteriza o que é ser brasileiro. 2019 está ai, com a sensação de se tornar órfão e carente, já que não poderá pagar os 400 milhões de reais, para TODOS os bolsistas da CAPES. O que faremos com nossas pesquisas? O que faremos com o futuro?
É aquela sensação de impotência... de cansaço... de desamparo. Uma afronta em cima de outra afronta, naquela base diária, cheia de egoísmos desmedidos.  Egoísmo talvez esse, fruto da nossa inércia social.
A falta de incentivos bancários, de uma educação que acolha a memória, nos leva ao contexto atual, que engolida pelo fogo, a ponte da nossa história para as futuras g…
Postagens recentes

Prosa de janela

- Temendo ser monotemática, cobriu-se de cores, ventos, sabores.
- Nua e crua se punha a tarde em chuva.
- Há de tardes poucas; há de noites lúcidas; há de contos caros; há de amores prazos.
- Sem cabimento algum um poema tipo céu; ao desenrolar o apogeu diz carinho ao léu.
- Do todo se elege fina e elegante; moça de prenda, "tá" ali sobra, mirante.
- Das idas e vindas; de tanto soluço meu e teu; procura à vista sólida; no peitoril, a vida, esqueceu.
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CAFÉ ROSA JULIANA RODRIGUES


A erva daninha do Planeta

Há alguns dias veio a público uma notícia de alerta, que deixou os 7 bilhões e pouquinho de gente, em choque. “O PLANETA ENTRARÁ EM DÉFICIT AMBIENTAL”.
O uso em massa de recursos como água, madeira, terra, além das emissões em grande escala do carbono, a Terra não consegue compensar a sua renovação natural. Sendo assim mais de 80% do nosso Lar, está no “vermelho” em questões ambientais.
Para chegar no dia denominado de “Sobrecarga da Terra”, é calculado pelo Global Footprint Network através de dois indicadores: a pegada ecológica (atitudes, atividades humanas), que observa e mede o quanto a humanidade demanda da natureza, para gerar o que se consome e para absorver o que descarta, e a biocapacidade do planeta, que mostra a habilidade de continuar produzindo os recursos naturais, que são consumidos pela população e também a absorção da produção de resíduos (lixo). Hoje 1° de Agosto de 2018, cinco meses antes do ano encerrar, consumimos todo o orçamento anual de recursos naturais. O q…

Traduzo-te o amor

Se eu te perguntar para definir o que é o amor, você saberia?
Pois bem como toda poesia que se preze, o amor nunca tem uma definição concreta... Ele está nas metáforas... Ele está nas reticências... Ele está nas entrelinhas... Ele está romantizado, conectado... Ele perambula de caos em caos... Ele se encontra no desconexo diário... Ele é o agir de Deus... Ele permanece de Shakespeare à Tom Jobim... Ele simplesmente está.
Com tanta licença poética nunca consegui de fato, chegar em um acordo, até exatamente e claro, sentir.
É tão difícil conotar o amor, que ele acaba por si só, sendo a própria poesia. 
Todos o querem, mas nem todos o entende.
Está aí, é compreensível o amor? Existe tradução?  Acho que finalmente tenho a resposta. 
Amar é olhar...  Amar é saudade... Amar é conquistar... Amar é conhecer... Amar é compreender... Amar é orar... Amar é buscar a vida... Amar é querer... Amar é aceitar... Amar é ouvir... Amar é ganhar... Amar também é perder... Amar é proteção... Amar é colo... Amar é abraço... Ama…

Estado de espírito

Bate à alma e alcança
sensível e mansa
a vista fácil de
um vôo, espaço.
Era ela a doce visão,
vestida de flor e canção.
Trazia ela a tempestade
e consigo estava
presa pela metade.
Sorrindo à alvorada
toda feito morada,
habitando junto
a liberdade além-mundo.
Abria os olhos
e vestia-se de flor,
trovejava à vida,
desejo, medo e cor.
Por todos os cantos
se despia de vontade,
mas em tudo colocava a sua verdade.
Ó doce menina,
que dança tinta,
vem à tona, lança vôo
e se cobre de linhas.



CAFÉ ROSA
JULIANA RODRIGUES

Um mar em nós

Canta a pureza, deitada como a calma, pura beleza sob a luz que anestesia a alma.  A vista nua dos poros teus, vem à inocência, que linda em rosto de fada, seduz na consciência.  Num último impulso descobre a vida, de Vinicius, Gonzaga à Caatinga. Da antiga, covarde, injusta e persistente, "Indústria da seca", memória inerente.  Do mais autêntico sentimento sorri, olhares em cor, verdade livre por aí. Tua essência cativa na mais fina flor, trago aqui, a menina, mulher, palavra amor. 
Feliz dia da poesia vestida de mulher. 
CAFÉ ROSA JULIANA RODRIGUES

RETICÊNCIAS ABRAÇANDO O UNIVERSO

2017 ... FIM. Como é de praxe do bom e velho fim de ano, aqui se vão outros de tantos, 365 dias. E a avaliação anual ensaia na balança, a tabulação dos fatos levantados e então caracterizados. Me pergunto aqui, se os lados e os pesos estão por igual. Tal resposta assusta e satisfaz, assim ao mesmo tempo.
Listando as memórias, a conclusão é que 2017 foi bastante complexo. Altos... baixos... em uma sinfonia de medos, certezas, incertezas, descobertas, realizações, encontros, desencontros, decepções, entregas, perdas, ganhos, sem contar a quantidade de coisas novas, para a bagagem da vida. Aprendi a lidar com decepções, com o famoso coração partido, com o tempo e que este é realmente o melhor remédio para tudo. Vivi sob pressão e assim conheci a ansiedade, que acabou com meu equilíbrio emocional. Perdi a fé, a vontade de coisas que mais amava, me abandonei, deixei a autoestima cair. Então conheci gente que é GENTE, e que faz a gente ser GENTE também. Refiz minha fé, me reconectei com o un…