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Café Rosa




O dia é 23 de Abril de 1995, e a Unesco a fim de promover o livro e a leitura, instituí a data com o “Dia Mundial do Livro”. Data essa que é simbólica para a literatura, por marcar o aniversário de morte de Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega, e de nascimento de Vladimir Nabokov. Grandes nomes que me marcaram em vida, assim como de muita gente. Com as aventuras de Sancho Pança e Dom Quixote de la Mancha (Miguel de Cervantes) e a tragédia marcante e inesquecível do amor de Romeu e Julieta (Shakespeare).


Bem antes dessa convenção, o dia 23 de Abril já era comemorado como dia de São Jorge, Na Catalunha, região da Espanha, cujo padroeiro é o santo guerreiro (São Jorge), uniram as duas festividaes com uma bela tradição: de se presentear com uma rosa as pessoas que comprassem livros na data. Posteriormente espalhando a tradição por outros lugares do mundo. Uma bela forma de incentivar a compra e leitura de livros, não é mesmo?

Harry Potter e a Pedra Filosofal, cujo livro de destaque da foto, é a minha escolha para comemorar o dia de hoje, já que é tão importante pra mim. Aos 7 anos de idade me apaixonei pelo universo bruxo, cheio de magia e encantamento. Livro que eu devorava a cada lançamento da editora Rocco, a cada filme lançado no cinema. Assim estava introduzida no mundo maravilhoso dos livros. Mundo de descobrir lugares, personagens, até filosofias de vida. Hoje com 26 anos continuo apaixonada pelo o universo do bruxinho, e mais ainda amante da leitura. Sentir um cheiro de um novo mundo a descobrir, a cada página folheada de um livro, é reconfortante em dias estranhos e amargos como estamos vivendo.

Se permita também sentir. Como é bom mergulhar nos caracteres encadernados, você não irá se arrepender. Sempre que posso incentivo pessoas ao meu redor a ler, precisamos manter vivas as histórias. E viva ao mercado editorial que nos permite viajar sem sair de casa. Feliz dia Mundial da melhor companhia do mundo!!

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Quem nunca ouviu: "hoje estou sem eira nem beira"? Ou ainda: "fulano é sem eira nem beira".
Pois é, comumente falamos essa expressão, mas poucos conhecem, quiçá sabem do porquê, de onde vem, o que significa. 

Vamos voltar à arquitetura colonial portuguesa e seus espaços, é de lá que essa expressão remonta. 

Derivada do latim "areae", a palavra eira refere-se a um espaço de terra batida, lajeada ou cimentada, próximo as casas em colônias portuguesas, que ali malhavam, trilhavam, limpavam e secavam cereais. Ao encerrar a colheita, os cereais ficavam expostos ao ar livre e ao sol, para serem preparados para alimentação ou para serem armazenados. Possuir uma eira significava ser proprietário e produtor de terras e bens. Indicando um sinal de poder e status social. 

A beira por sua vez era a "aba" da casa, aquela extensão do telhado, que servia para a proteção da chuva. Assim os beirais dos telhados eram adornados em três camadas, a eira, a beira, e a tribeira, sendo que essa última seria o acabamento, a parte mais simples e sem adornos.

Quem era mais abastado podia se dar ao luxo de conduzir a água da chuva em seus telhados, não só nas telhas, mas também para as eiras (pátio interno), por beiras e tribeiras. Assim o recuo ou queda de status social, equivale a "perder as tribeiras". Se a pessoa não apresentasse qualquer qualificação social, "não tinha eira e nem beira".

Da próxima vez que você escutar a expressão "sem eira nem beira", já sabe que está se referindo a quantidade de bens dotados, ou a falta deles.



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Ontem dia 15 de Abril, foi comemorado o dia Mundial da Arte e do Desenhista. A data foi escolhida em homenagem aqueles que levam arte para o mundo, e teve como base o nascimento do "grande gênio" mundial, Leonardo da Vinci, que nasceu no dia 15 de Abril de 1452, na cidade de Vinci, na Itália. 

Leonardo di Ser Piero da Vinci, considerado um dos maiores artistas renascentistas e que marcou presença em vários segmentos da arte, principalmente com o desenho, onde usava como base de suas expressões de ideias e inventos. Tenho Leonardo na minha mais alta conta de inspiração e paixão. 

A arte é um meio de alcançar um mundo livre e pacífico, caminhando para a eternidade expressiva. Seja nas cavernas pré-históricas, ou nos primeiros rabiscos de uma criança, desenhar é mesmo uma das primeiras formas de comunicação nossa, como ser humano. Há os com mais talentos, os que têm estilo próprio, os que usam a matemática, o humor, ou então a crítica, ou ainda quem apenas tem a arte como terapia. Não importa, a comunicação artística é imediata, quando se trata de imaginação. 

O objetivo dessa comemoração instituída pela ONU, na 40ª Sessão de Conferência Geral, em Paris, é reforçar o enlace entre a criação artística e a sociedade. 

Por conta da situação de calamidade que vive o mundo, museus e atrações artísticas estão fechadas, a alternativa então tem sido explorar os acervos de instituições e fazer aquele tour virtual via internet. Mesmo você que talvez nunca tenha pisado em alguma galeria, museu, a sensação de imersão é sem igual. E há vantagens nesse novo formato de mergulho cultural, é possível clicar nas obras e saber sobre suas histórias, e graças ao Google, ainda pode percorrer os corredores desses grandes templos que exalam cultura e história, sem pressa alguma e multidões. 

Google Arts & Culture: Listei alguns abaixo da plataforma do Google, mas aqui está o link geral para ver todos os conteúdos artísticos muito maravilhosos: 
https://artsandculture.google.com/

Coleções:
https://artsandculture.google.com/search?q=louvre

Le Gallerie Degli Uffizi (Florença, Itália)
https://artsandculture.google.com/partner/uffizi-gallery

The British Museum (Londres, Reino Unido)
https://artsandculture.google.com/partner/the-british-museum

Masp (São Paulo, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/masp

Pinacoteca (São Paulo, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo

Museu Nacional d'Art de Catalunya - MNAC (Barcelona, Espanha)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-dart-de-catalunya

Museus Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-de-belas-artes

Museu Coleção Berardo (Lisboa, Portugal)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-coleccao-berardo

Museu Calouste Guibenkian (Lisboa, Portugal)
https://artsandculture.google.com/partner/funda%C3%A7%C3%A3o-calouste-gulbenkian

Museu Imperial (Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-imperial

Cau Ferrat Museum (Sitges, Barcelona, Espanha)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-cau-ferrat

MNNA Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa, Portugal)
https://artsandculture.google.com/partner/national-museum-of-ancient-art

Rafael Masó Foundation (Girona, Espanha)
https://artsandculture.google.com/partner/casa-mas%C3%B3

Romantic Museum (Sitges, Barcelona, Espanha)
https://artsandculture.google.com/partner/museo-romantico-de-sitges

Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-oscar-niemeyer

Museu Nacional da Música (Lisboa, Portugal)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-da-m%C3%BAsica

Fundação Ema Klabin (São Paulo, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin

Museu Paulista (São Paulo, Brasil)
https://artsandculture.google.com/partner/museu-paulista

Passeios online Louvre (Paris, França)
https://www.louvre.fr/en/visites-en-ligne#tabs

Mestres da Gravura - Acervo digital da biblioteca Nacional
http://bndigital.bn.br/exposicoes/mestres-da-gravura/

Se possível, FIQUE EM CASA, sejamos todos conscientes. Da pra "roletar" culturalmente, sem precisar sair de casa!!





















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Uma resenha rápida de um dos meus filmes prediletos. O enredo do musical é bobo, datado as vezes machista, mas temos Stanley Donen por trás de tudo, que cinco antos antes entregava ao mundo "Singing in the rain", para arrebatar nossos corações.

Contextualizando a história do "patinho feio", uma revista de moda benquista nos EUA, está à procura de uma modelo que exale um ar inteligente e encontra uma vendedora de livros, que pouco se importa com sua aparência, e que é fanática por uma filosofia em voga na França.


A jovem letrada é interpretada pela maravilhosa Audrey Hepburn, que quer encontrar em sua vida, um filósofo de seus sonhos, do tipo inspirado em Jean Paul Sartre, ou coisa assim. Mas ao invés disso, quando esbarrada no fotógrafo (Fred Aistaire), que convence a revista levá-la até Paris, e no desenrolar do longa, se apaixonam.

Apesar de toda a história parecer boba, o filme vale, e muito. É uma reunião de muitos talentos Vale pelo charme de Audrey e Fred, pela criatividade solta, e muito a frente do tempo. Os créditos de abertura apresentam belas fotos de Richard Avedon, o fotógrafo de moda, que prestou consultoria ao filme e foi inspiração do personagem de Fred.

É uma aula de cinema, com seus "Split Screen" dividindo a tela em duas, três partes. Os grafismos, desenhos no meio da ação. Cores, fotografia, músicas, danças apaixonantes. Sim assisti uma, duas... cinco vezes, e minha conclusão sempre será a mesma, que vale muito, mesmo investir 1 hora e 43 minutos, do seu tempo.





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Outubro mês de INKTOBER. Um mês de desenhos, criado por Jake Parker. Projeto esse que tem o objetivo de aprimorar as habilidades artísticas e criativas. E resolvi criar minha própria lista de estudos, uma série de ilustrações mágicas e místicas vem por aí. 




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Estamos perdendo cada vez mais, os benefícios cerebrais de se escrever a mão.


Colocar a caneta no papel, era uma característica fundamental da vida, e fazia parte das atividades corriqueiras das pessoas. Diários, trocas de cartas manuscritas, bilhetes jogados, era mais comum que mandar figurinhas por Whatsapp. Tarefas essas que afastamos da rotina, por estarmos acostumados com a facilidade e até agilidade, que as "telas" nos dão.

Embora a comunicação à mão seja mais demorada e onerosa, há evidências que ao trazer de volta essa prática, traz inúmeros benefícios a saúde mental, além de forçar o "piloto do corpo" trabalhar. Podemos o pensar prático, para caracteres gerado por um teclado.

Me deparei com um artigo hoje na elemental, cujo título "Bring back handwriting: it's good for your brain" (trazer a caligrafia de volta: é bom para o seu cérebro), fala sobre a importância de ativar o cérebro com atividades manuais, bem como a escrita. Através de estudos, constata que a escrita pessoal que foca na emoção, pode vir a ajudar no reconhecimento e aceitação, dos sentimentos.

"A cura da escrita" que normalmente envolve descrever sentimentos, com a prática diária de 15 a 30 minutos, podem beneficiar a saúde mental e física. Benefícios que incluem tudo, desde melhorar o nível de estresse, diminuir sintomas depressivos, até ajudar na função imunológica. Se tratando do cérebro, que precisa de estímulos constantes e bem estar, exercitar o "fazer à mão", é uma terapia em tanto. Te força a pensar executar, transformar e também ativa a memória e contribui com a fixação de novas informações.

Desenhar, exercer trabalhos manuais, também podem entrar na lista de atividades que ativam o cérebro. Já que as regiões associadas ao aprendizado, são mais ativas, quando as pessoas concluem uma tarefa manualmente, e não com o auxílio de "máquinas".

Esboçar tinta no papel, te obriga a desacelerar, e isso é muito bom, visto que hoje vivemos "correndo". Ao digitar, tudo se torna rápido, tendenciando as pessoas a empregar um grupo de palavras, pouco diversificado. Escrever a mão é o tempo para apresentar mais palavras, ocasionando na fácil auto-expressão.

Para ilustrar, Stephen King, um dos escritores mais lidos da atualidade, supostamente tenha escrito "Dreamcacher - O apanhador de sonhos", à mão. Ou ainda a J.K Rolling, presente na minha infância e na vida de muita gente, com os "Contos de Beedle o Bardo", até Kafka, que tiveram acesso à as máquinas de escrever, posteriormente também o computador, mas que escolheram deixar ser levados pela caneta no papel.

Talvez essa seja a verdadeira magia de uma caneta - ela nos transporta para lugares inesperados, com asas que não exigem mais que um injeção de tinta oportuna, para voar, ruma ao destino desconhecido. Seja ele uma poesia, uma carta de amor, ou um texto crítico. Um processo que precisa ser resgatado, com uma atenção plena, que gera calma e criatividade, habilidades essas que possivelmente, serão o futuro das profissões.

E você, ainda escreve?

Se não, pegue agora um pedaço de papel e uma caneta, busque dentro de você seus desejos, medos, sonhos, deixe a tinta te levar para o autoconhecimento, quiçá um desenvolvimento pessoal, seu e de outras pessoas. 

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Procurando o que escrever, me deparei com uma discussão feita na época de faculdade. Lendo os textos antigos (2015), resenhando inúmeras ideias, vi que seria um assunto legal para um post. Discutir sobre a moradia contemporânea e as relações com o morador. 

"Ah! Não há nada como ficar em casa para ter verdadeiro conforto." - Jane Austen com a personagem EMMA, em "Orgulho e preconceito." 



Dou início a conversa com a frase literária acima, para enfatizar o que hoje tanto se discute, ao se projetar, uma edificação de moradia. Conforto. 

E o que seria possuir conforto? Conforto, no sentido etimológico da palavra, é o ato ou efeito de confortar. Significando, possuir comodidade material, aconchego, sensação de bem estar. De acordo com Rybczynski, o "bem estar" é uma necessidade humana, e o conforto, uma condição para alcançá-lo. 

Acredito que ao se pensar em determinados espaços, tais devem ser projetados de forma a cumprir, os objetivos pré-determinados, ou seja, se o objetivo fundamental é o de torná-los habitáveis, proporcionar conforto, deveria ser sua principal característica. Em um espaço contemporâneo, o conforto já se tornou prioridade. Morar bem caiu no conceito de se ter conforto, pouco importando de que maneira isso será alcançado. 

E para se discutir as condições de um espaço contemporâneo, é preciso observar e entender o esboço genealógico da própria habitação, onde as noções de intimidade, privacidade e, sobretudo o conforto, acontecem. 

Nesse "mundo" onde os veículos de mídias, tecnologia, tomam certo espaço e tempo, a arquitetura recebe uma nova visão, já que a sociedade vem moldada em um leque de "possibilidades" de criação, dificultando por vezes, o papel do arquiteto. Onde de todo o contexto histórico e evolutivo, chegamos a uma "era", em que as informações são transmitidas de maneira mais rápidas e flexíveis, por consequência, o morar também se torna flexível. 

Tenho espaços que a finalidade é a mesma, mas a funcionalidade às vezes não. Exemplificando, os ambientes dispostos tem a característica que lhe são impostas, mas o uso nem sempre se dá o mesmo. Posso ter um ambiente pra descanso (dormitórios), mas ao mesmo tempo ele me “serve” de um Office, de cozinha, lugar pra estudos etc. Sem contar que aquilo que é folheado em revistas, sites, de arquitetura, decoração, jardins, etc, caem no "gosto popular", fazendo com que os leitores dessas mídias, queiram aquilo, mas o que serve pra um, nem sempre serve pra outro. 

Tudo isso e mais, se dá com reflexos inevitáveis no modo de vida dessa população, que acarreta mudanças no comportamento e no cotidiano das pessoas. E o que era um dia "tradicional", se torna globalizado. Posto este cenário, as transformações causam também, mudanças no modo de morar, e por consequência, na configuração dos espaços residenciais contemporâneos. 

O fato é que a forma como vivemos hoje (século XXI), mostra mudanças bem visíveis em relação como vivíamos no final do século XX. Diferenças essas, que materiais e equipamentos nos projetos, fazem perceber uma busca por inovações, e que o mercado tem à disposição, diversas opções que são prontamente adotadas pelos designers e arquitetos. 

As demandas contemporâneas por acessibilidade e sustentabilidade, também chegaram ao espaço doméstico, e a pauta das preocupações dos profissionais da área, como a utilização de materiais, que visam minimizar o impacto no ambiente. 

O que leva a concluir, é que há um problema que então se define, o de saber qual seria o papel e quais as características, possibilidades, até limites, que essa arquitetura chamada contemporânea, pode desempenhar nesses novos “lugares”, que por sua vez a vida cotidiana segue nestes, se desenrolando. 
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