RETICÊNCIAS ABRAÇANDO O UNIVERSO

by - dezembro 29, 2017


2017 ... FIM.
Como é de praxe do bom e velho fim de ano, aqui se vão outros de tantos, 365 dias. E a avaliação anual ensaia na balança, a tabulação dos fatos levantados e então caracterizados. Me pergunto aqui, se os lados e os pesos estão por igual. Tal resposta assusta e satisfaz, assim ao mesmo tempo.

Listando as memórias, a conclusão é que 2017 foi bastante complexo. Altos... baixos... em uma sinfonia de medos, certezas, incertezas, descobertas, realizações, encontros, desencontros, decepções, entregas, perdas, ganhos, sem contar a quantidade de coisas novas, para a bagagem da vida. Aprendi a lidar com decepções, com o famoso coração partido, com o tempo e que este é realmente o melhor remédio para tudo. Vivi sob pressão e assim conheci a ansiedade, que acabou com meu equilíbrio emocional. Perdi a fé, a vontade de coisas que mais amava, me abandonei, deixei a autoestima cair. Então conheci gente que é GENTE, e que faz a gente ser GENTE também. Refiz minha fé, me reconectei com o universo. Encontrei forças em algumas pessoas fora de casa, que mesmo sem citá-las aqui, a gratidão vos deixo. Estudei assuntos diversos, enlouqueci com isso, mas me realizei e principalmente, me superei. 

Venci o medo de falar. Pois é, de falar, logo eu a tagarela dos caracteres. Aprendi técnicas novas, colori meus dias com muita arte. A vida fez questão de pregar uma peça, para testar minha espiritualidade, paciência, resistência. Perdi duas integrantes da minha família, uma delas levou meus pés, coração e vontade, embora. Conheci a dor da perda, a dor de sentir gelo no lugar de calor, mas isso me trouxe para mais perto de Deus, já que até então, não batíamos bons papos a tempos. Tive problemas de saúde por conta da ansiedade de concluir uma graduação. Presenciei amigos na pior, e nos reerguemos juntos. Ganhei de presente o dom da amizade, de encontrar e manter. Dancei, pulei, gritei, me diverti a beça. Conheci músicas maravilhosas e botei na playlist mais escutada. Me apaixonei por coisas novas e diferentes. Me formei.

Nessa melódica retrospectiva, embalo esse restinho de ano, com a certeza de que tudo que nos é apresentado, são aprendizados e muitos “XP” conquistados. Não viemos ao mundo com um manual de instruções. Ninguém sabe quando, onde e a que hora, vamos ganhar experiências. Mas sabemos que cada segundo é uma oportunidade única de se aventurar, seja para quebrar a cara ou subir no topo do Everest. Só vai. Tenho que admitir que fazer planos ajuda e muito, a organizar todas as metas a cumprir. Porém por que não se adaptar e aceitar o inesperado, como um item novo para carregar mochila? Sou grata a 2017 todinho, sim por inteiro. Foi aqui que escrevi um novo capítulo, e é aqui que me refaço, para viver tudo novo, de novo, de novo... não vou botar um ponto final nisso, vou deixar várias reticências, pois o livro não acaba aqui...  

A B R A C E   O   U N I V E R S O   AO   S E   R E I V E N T A R  em cada reticência ...


FELIZ 2018 

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