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Sem passado e sem futuro?

Estátua de D. Pedro II em Incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista realizada no Quinta da Boa Vista em Rio de Janeiro, RJ, na noite deste domingo
Fonte Foto: IDE GOMES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO 

Brasil-cheio de cores, sabores; transborda memória afetiva, histórica e cultural. Faz da nossa matriz cultural uma riqueza de memória. 

Cogitando cortes de 1,1 bilhão de reais em investimentos, só para poder agradar nossos juízes e aumentar 16,38%, aprovados para si próprios. Sim esse é o quadro desse país cheio de diversidade, que caracteriza o que é ser brasileiro. 2019 está ai, com a sensação de se tornar órfão e carente, já que não poderá pagar os 400 milhões de reais, para TODOS os bolsistas da CAPES. O que faremos com nossas pesquisas? O que faremos com o futuro?

É aquela sensação de impotência... de cansaço... de desamparo. Uma afronta em cima de outra afronta, naquela base diária, cheia de egoísmos desmedidos.  Egoísmo talvez esse, fruto da nossa inércia social.

A falta de incentivos bancários, de uma educação que acolha a memória, nos leva ao contexto atual, que engolida pelo fogo, a ponte da nossa história para as futuras gerações, se tornou pó. O que aconteceu com o Museu Nacional, foi justamente o tema proposto na prova discursiva do IPHAN, aplicada há uma semana atrás: a importância da educação da preservação do patrimônio histórico e cultural, a garantir nosso direito à memória e identidade. 

Até quando essa negligência? Até quando a falta de incentivos à pesquisa brasileira, ao incentivo da preservação? Preservar o patrimônio é muito mais que "levar" turistas, vai além da visão técnica ao tombamento, mas é dizer sim a visão de um jovem ou idoso, sobre um bem histórico e cultural, é deixar vir à tona uma vida toda carregada de afetividade e referências culturais vitais, que mediam o processo de formação dos sujeitos. Preservar é DEFENDER, CONSERVAR, RESGUARDAR. É uma atitude de cuidade e muito respeito. É dar também importância, destaque, relevância, utilidade e porque não publicidade.

Mas por que preservar? 

Cada indivíduo é parte da sociedade e do ambiente que vive e constrói. Para cada espaço de bem comum e individual, tem uma história, assim transmite às gerações seguintes o que ali traz. A destruição desses bens herdados, acarreta o rompimento da corrente do conhecimento, de uma época que formou o que você é hoje. 

A memória e o pratrimônio são DIREITOS SOCIAIS, sem uma educação bancária e sem uma educação de um indivíduo, é o mesmo que inibir o seu direito de ser alguém. É preciso nos mexer e promover a educação patrimonial, para que além de ser parte do todo, possamos ampliar a qualidade de vida e a percepção de valores sobre nós mesmos, dentro do contexto.

Assim vejo que o caminho é mesmo a educação para a cidade, para poder contribuir e preparar cada um, para o exercício de convivência no espaço de uso comum (público). É preciso nos mexer e promover a educação patrimonial, para que além de ser parte do todo, possamos ampliar a qualidade de vida e a percepção de valores sobre nós mesmos. 

Certamente, mais que um momento oportuno, para a educação na formação de cidadãos críticos e consciente de seus deveres, importante também é adotar uma postura de valorização, respeito e promoção dos espaços urbanos, que marcam as vivências do tempo. 

Educar com memória é colaborar com o futuro da história.



CAFÉ ROSA
JULIANA RODRIGUES



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