Prosa de janela
- Temendo ser monotemática,
cobriu-se de cores, ventos, sabores.
- Nua e crua
se punha a tarde em chuva.
- Há de tardes poucas;
há de noites lúcidas;
há de contos caros;
há de amores prazos.
- Sem cabimento algum
um poema tipo céu;
ao desenrolar o apogeu
diz carinho ao léu.
- Do todo se elege fina e elegante;
moça de prenda,
"tá" ali sobra, mirante.
- Das idas e vindas;
de tanto soluço meu e teu;
procura à vista sólida;
no peitoril, a vida, esqueceu.
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CAFÉ ROSA
JULIANA RODRIGUES

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