Papel e caneta em mãos: é hora de ativar o cérebro

by - setembro 13, 2019

Estamos perdendo cada vez mais, os benefícios cerebrais de se escrever a mão.


Colocar a caneta no papel, era uma característica fundamental da vida, e fazia parte das atividades corriqueiras das pessoas. Diários, trocas de cartas manuscritas, bilhetes jogados, era mais comum que mandar figurinhas por Whatsapp. Tarefas essas que afastamos da rotina, por estarmos acostumados com a facilidade e até agilidade, que as "telas" nos dão.

Embora a comunicação à mão seja mais demorada e onerosa, há evidências que ao trazer de volta essa prática, traz inúmeros benefícios a saúde mental, além de forçar o "piloto do corpo" trabalhar. Podemos o pensar prático, para caracteres gerado por um teclado.

Me deparei com um artigo hoje na elemental, cujo título "Bring back handwriting: it's good for your brain" (trazer a caligrafia de volta: é bom para o seu cérebro), fala sobre a importância de ativar o cérebro com atividades manuais, bem como a escrita. Através de estudos, constata que a escrita pessoal que foca na emoção, pode vir a ajudar no reconhecimento e aceitação, dos sentimentos.

"A cura da escrita" que normalmente envolve descrever sentimentos, com a prática diária de 15 a 30 minutos, podem beneficiar a saúde mental e física. Benefícios que incluem tudo, desde melhorar o nível de estresse, diminuir sintomas depressivos, até ajudar na função imunológica. Se tratando do cérebro, que precisa de estímulos constantes e bem estar, exercitar o "fazer à mão", é uma terapia em tanto. Te força a pensar executar, transformar e também ativa a memória e contribui com a fixação de novas informações.

Desenhar, exercer trabalhos manuais, também podem entrar na lista de atividades que ativam o cérebro. Já que as regiões associadas ao aprendizado, são mais ativas, quando as pessoas concluem uma tarefa manualmente, e não com o auxílio de "máquinas".

Esboçar tinta no papel, te obriga a desacelerar, e isso é muito bom, visto que hoje vivemos "correndo". Ao digitar, tudo se torna rápido, tendenciando as pessoas a empregar um grupo de palavras, pouco diversificado. Escrever a mão é o tempo para apresentar mais palavras, ocasionando na fácil auto-expressão.

Para ilustrar, Stephen King, um dos escritores mais lidos da atualidade, supostamente tenha escrito "Dreamcacher - O apanhador de sonhos", à mão. Ou ainda a J.K Rolling, presente na minha infância e na vida de muita gente, com os "Contos de Beedle o Bardo", até Kafka, que tiveram acesso à as máquinas de escrever, posteriormente também o computador, mas que escolheram deixar ser levados pela caneta no papel.

Talvez essa seja a verdadeira magia de uma caneta - ela nos transporta para lugares inesperados, com asas que não exigem mais que um injeção de tinta oportuna, para voar, ruma ao destino desconhecido. Seja ele uma poesia, uma carta de amor, ou um texto crítico. Um processo que precisa ser resgatado, com uma atenção plena, que gera calma e criatividade, habilidades essas que possivelmente, serão o futuro das profissões.

E você, ainda escreve?

Se não, pegue agora um pedaço de papel e uma caneta, busque dentro de você seus desejos, medos, sonhos, deixe a tinta te levar para o autoconhecimento, quiçá um desenvolvimento pessoal, seu e de outras pessoas. 

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