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Café Rosa

Me perco quando em você eu ganho,
Me solto quando em você me tenho.
Me lanço quando de você distraio.
Me acalmo quando pra você aconteço.

Me julgo quando para ti eu fujo,
Me levo quando aqui embaraço.
Me deito quando à tua termino,
Me calo quando assim te faço.

Me aperto quando partes embora,
Me iludo quando a alma arrepia,
Me invado quando não te encontro.
Me lembro quando a noite termina.

Me amo quando posso voltar,
Me cuido quando assim permito.
Me vigio quando eu esqueço,
da rima que de você, havia escrito.
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- Temendo ser monotemática,
cobriu-se de cores, ventos, sabores.

- Nua e crua
se punha a tarde em chuva.

- Há de tardes poucas;
há de noites lúcidas;
há de contos caros;
há de amores prazos.

- Sem cabimento algum
um poema tipo céu;
ao desenrolar o apogeu
diz carinho ao léu.

- Do todo se elege fina e elegante;
moça de prenda,
"tá" ali sobra, mirante.

- Das idas e vindas;
de tanto soluço meu e teu;
procura à vista sólida;
no peitoril, a vida, esqueceu.

---

CAFÉ ROSA
JULIANA RODRIGUES



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Se eu te perguntar para definir o que é o amor, você saberia?

Pois bem como toda poesia que se preze, o amor nunca tem uma definição concreta... Ele está nas metáforas... Ele está nas reticências... Ele está nas entrelinhas... Ele está romantizado, conectado... Ele perambula de caos em caos... Ele se encontra no desconexo diário... Ele é o agir de Deus... Ele permanece de Shakespeare à Tom Jobim... Ele simplesmente está.

Com tanta licença poética nunca consegui de fato, chegar em um acordo, até exatamente e claro, sentir.

É tão difícil conotar o amor, que ele acaba por si só, sendo a própria poesia. 

Todos o querem, mas nem todos o entende.

Está aí, é compreensível o amor? Existe tradução? 
Acho que finalmente tenho a resposta. 

Amar é olhar... 
Amar é saudade...
Amar é conquistar...
Amar é conhecer...
Amar é compreender...
Amar é orar...
Amar é buscar a vida...
Amar é querer...
Amar é aceitar...
Amar é ouvir...
Amar é ganhar...
Amar também é perder...
Amar é proteção...
Amar é colo...
Amar é abraço...
Amar é vigiar...
Amar é confiar até de olhos fechados...
Amar é convivência...
Amar é amizade...
Amar é laço fraterno...
Amar é carinho...
Amar é querer o bem mesmo de longe...
Amar é a ausência...
Amar é o encontro...
Amar é beijo...
Amar é zelo...
Amar é esperar...
Amar é silêncio e barulho...
Amar é troca e aprendizado...
Amar é conhecimento...
Amar é disparar o coração...
Amar é o "balançar" as pernas...
Amar é borboletas no estômago...
Amar é entrega...
Amar é chegada...
Amar é despedida...
Amar é lágrimas...
Amar é sorriso Colgate...
Amar é simplesmente AMAR.

AME... SE AME... E EM HIPÓTESE ALGUMA DEIXE DE AMAR.

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Bate à alma e alcança
sensível e mansa
a vista fácil de
um vôo, espaço.
Era ela a doce visão,
vestida de flor e canção.
Trazia ela a tempestade
e consigo estava
presa pela metade.
Sorrindo à alvorada
toda feito morada,
habitando junto
a liberdade além-mundo.
Abria os olhos
e vestia-se de flor,
trovejava à vida,
desejo, medo e cor.
Por todos os cantos
se despia de vontade,
mas em tudo colocava a sua verdade.
Ó doce menina,
que dança tinta,
vem à tona, lança vôo
e se cobre de linhas.
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Canta a pureza, deitada como a calma,
pura beleza sob a luz que anestesia a alma. 
A vista nua dos poros teus, vem à inocência,
que linda em rosto de fada, seduz na consciência. 
Num último impulso descobre a vida,
de Vinicius, Gonzaga à Caatinga.
Da antiga, covarde, injusta e persistente,
"Indústria da seca", memória inerente. 
Do mais autêntico sentimento sorri,
olhares em cor, verdade livre por aí.
Tua essência cativa na mais fina flor,
trago aqui, a menina, mulher, palavra amor. 

Feliz dia da poesia vestida de mulher. 

CAFÉ ROSA
JULIANA RODRIGUES
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Ah se de ti cada pétala falasse, 
juro que de mim eu te daria 
as cantigas mais coloridas, 
que por ali encontrasse. 
Ah se a cada perfume teu, 
eu sentisse o gosto da memória, 
juro que de ti jamais iria embora. 
Ah se de cada cor eu tivesse um gosto, 
os meus olhos pelo mundo seriam um composto. 
Ah se na tua imensidão eu ficasse,
juro que por mais dias assim, o dia arriscasse. 
E ah se de gostinho em gostinho 
meu coração por ti sentir saudade, 
volta pra mim em forma de amor, 
com sabor de verdade. 

De mim, pra ti, minha flor !

Juliana C. Rodrigues
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Em poucas palavras, sou arquiteta, nerd, escrevo, desenho e bebo café.

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