O silêncio dos olhos
E eu que sempre gritei em silêncio
pra ver de olhos fechados,
o olhar doce, tremulo de cores...
Seco a saliva da boca e suspiro
de um novo impulso,
Pois gente de barriga cheia
e mente ocupada, não pergunta
do que é feito... feito a vida...
feito cada segundo...
Feito imaginação... feito avião a pousar
na pista de cada desejo... vontade... coragem...
de ser... de ter... amadurecer...
Hoje meu desapego é meu sossego...
Assim jogado a deleite no
silêncio dos olhos,
que confessando veio pra apego.
É disso tudo tanto que calei...
e somente apreciar com limitados olhos que
exalam silêncio em gotas de chuva...
O que em ti, os pingos cantam essa mesma melodia.
SILENCIAR OS OLHOS... CALAR A BOCA... ABRIR O CORAÇÃO... E ESCUTAR O MUNDO!
AU REVOIR...
CAFÉ ROSA|
JULIANA RODRIGUES|


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