#Desabafo: Estamos ficando com preguiça de "socializar"

Bonjour mon cher's...


O quanto do que acontece a nossa volta nós perdemos por estarmos com os olhos grudados nas telinhas dos smartphones? 
Quantos livros você leu nesses últimos 30 dias?
Quantas vezes você pegou um jornal para foleá-lo?
Quanto seu dia foi produtivo?
Quantos cálculos seu cérebro fez hoje?

É com esses questionamentos que começo o papo de café de hoje. Já parou pra pensar o quanto de tempo perdemos digitando nossos desabafos, inquietações e alegrias, publicamente? Ou ainda expor de que jeito estamos no dia? Ou então perceber o quanto estamos conectados e não conseguimos sequer ler por horas aquele livro favorito, mas ainda assim ficar "abitolado" em uma telinha de 5,5", lendo bobagens atualizadas de 5 em 5 segundos. 

Essa facilidade e acessibilidade à tecnologia, nos transformou em verdadeiros "robozinhos", que tem sua vida controlada por uma mini-tela na palma da mão. A ideia de poder fazer tudo por um aparelhinho, é realmente incrível e fantástico. O problema é a febre tecnológica, que talvez tenha privado o mundo do mundo.

Estamos tão acostumados com esses objetos automáticos, onde tudo é muito rápido e sem a necessidade de se locomover, para buscar tudo o que queremos. Essa aí é a tal da "Geração Z". Jovens "nativos digitais". Ai esse mundo sem a tecnologia, não seria o mesmo mundo. Uma geração em que a globalização é automática, sem gastos de energia física alguma. Com apenas um clique e uma pessoa do Brasil conhece uma do outro lado do mundo, que duas pessoas de cidades, estados diferentes, criam um laço de amizade, tão facilmente. Mas muitos são os dotes dessa geração... a facilidade de se adaptar e se acostumar com as inovações no mundo, é um bom exemplo, bem como ter a capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo. Vão de um computador para a televisão, depois para o celular e ainda voltam ao computador. Coisas que a geração de seus pais, jamais se adaptariam fazer (bom a minha também não rsrs). 

O que também há muitas falhas nas relações dessa "geraçãozinha". A falta de socialização com o mundo real, a adaptação em um trabalho, a falta de compreensão e paciência com as demais gerações, e ainda a não criação de maturidade, para certas ocasiões importantes. Aí vai um bom exemplo.
Talvez você esteja lendo esse texto sozinho, em seu quarto, na sua sala, aproveitando que não há nada para se fazer, neste curto espaço de tempo. Mas talvez, ai do seu lado, tenha um amigo, parente em sua "companhia". E após ler tudo isso aqui, você vai responder todas as mensagens do Whatsapp, ver as atualizações do Instagram e do Facebook. E enquanto isso, a pessoa que está ao seu lado, nota o quanto sua companhia é chata, monótona, dispensável e tantos outros adjetivos, que você não nota, porque está muito ocupado, vivendo o seu mundo, dentro de uma tela.

Essa necessidade de mostrar, compartilhar, ser curtido, rapidamente nos tomou. Você quer que vejam que hoje seu prato de comida é saudável, quer que todos saibam que você leu a um texto sensacional, ou que notem o quanto a música que você ouviu a pouco é boa. Você precisa ter muitos “likes” no seu pensamento ou na sua foto. E não quer, de maneira alguma, perder uma notícia sobre a vida alheia, mesmo que seja para critica-la. Paralelo a isso você ainda tem a facilidade de falar 24hrs com quem quiser e ainda criar grupos com seus amigos, tornando seu dia mais descontraído. Se nada disso puder lhe satisfazer, você ainda tem uma rede social apenas de imagens (vídeo e foto) onde você acompanha até o que o Caio Castro está fazendo nesse exato momento. Mas e pessoalmente? Você troca essas conversas? Troca "olhar nos olhos"? Difícil né não...

Conversando com um amigo, chegamos a conclusão de que, não temos "pique", vontade, disposição de fazermos as mesmas tarefas que a gente realizava antes desses "smartphones". Antes eu lia um livro no máximo em dois dias, e ficava presa ali, viajando e me jogando em várias aventuras. Hoje começo folhear um livro, chega na quinta página, começo a bocejar já. Mas um artigo, um "textão" do facebook, ninguém tem preguiça né. E ainda ele usou a seguinte frase: "passamos os últimos cinco mil anos, sendo escravos de senhores, que nos obrigavam a tal ato, para hoje sermos escravos coniventes da técnica - assustador."

Ainda fecho com a reflexão de que, vivemos procurando relacionamentos saudáveis, amizades verdadeiras, amores de "contos de fada", amores intensos... Mas estamos tão preocupados em fazer grandes declarações para receber curtidas, aceitamos todas as pessoas que nos adicionam, para dizer que tem bastantes "amigos", avaliamos uma variedade de cores e poses, mas não olhamos nos olhos com sinceridade. Ô geração carente, fria e pobre de valores, espírito e vontade. 

Saia um pouco do facebook, você não tem nem metade daquilo de amigos... pare de abrir o whatsapp a cada milésimo de segundo, seu cérebro agradecerá por não ver tantos videos, correntes e fotos sem sentido algum... não fique atualizando toda hora o instagram, você é muito mais bonito que qualquer filtro. 

Vamos nos desconectar para nos conectar.
Dê valor aos olhares sinceros, as conversas de bar, aquele friozinho na barriga ao trocar energia com o universo. 

Fecho com esse curta-metragem japonês faz justamente esse questionamento enquanto brinca com nosso vício.


Au revoir...

CaféRosa
Juliana Rodrigues

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