Fome de Amor: carência afetiva, relacionamentos vazios, comportamentos estranhos

Bonjour mon cher's...


Recebi esse texto há algum tempo, mas ele nunca se tornou tão real, tão verdadeiro, tão presente, que resolvi compartilhá-lo aqui.  Há hoje uma certa carência afetiva. É impressionante como as pessoas hoje em dia estão confusas, perdidas sem saber como agir quando o assunto é amor, relacionamentos, fidelidade, comportamentos femininos e masculinos. Até parece que algo muito grave anda acontecendo. Mas acredito para tudo isso ter chego a este ponto, em que homens e mulheres sentem-se constantemente insatisfeitos, e assim vivem a procura de satisfazerem suas carências, é porque há um motivo anterior, que trouxe toda esta confusão. Certo ou errado culpar decepções antecedentes, não sei dizer. Mas uma coisa é certa, estamos cada vez mais distantes uns dos outros, e vazios de nós, nos tornando carentes afetivamente, com pouca autoestima sem contar os problemas em se relacionar uns com os outros. 

Texto autor desconhecido, recebi em um e-mail há alguns anos (ORKUT substituem por outra qualquer rede social de hoje em dia) ... 


"Estamos com fome de Amor"


"Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em "closes" ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvidaEstamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele ? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out", que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".


Será que teremos tempo para nós?

Será que teremos tempo para os outros?
Será que teremos tempo para o AMOR?

Au revoir...


CAFÉ ROSA

JULIANA RODRIGUES

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