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Café Rosa

Oxigenar a vida, os dedos a escrever, e botar tudo aquilo que anda solto em pensamentos... Pendurar a alma no varal, deixar que as coisas ruins se evaporem e só a beleza da vida eu possa observar.
Sabe aqueles barulhos que mexem com a gente, que nos fazem chorar, pular, dançar, pensar na vida, e ainda criar "mundos" ? Aquelas canções que vem do mundo, que são do mundo, que vão pro mundo ... que bate profundo... inebria a alma... acalma e acalenta o coração. É aquele grito que te estufa os ouvidos... que infla o peito e deixa viver. Ah... Ah... esses barulhos melódicos, ecoados em conjunto de acordes que te faz feliz. São estes chamados de música, que nos inspira e vibra o coração. E hoje em especial uma música inspirou meu dia, e nada mais justo do que compartilhá-la com o mundo. Segue este um estilo indie para inspirar os ouvidos, a alma feliz e embalar mais um dia de um inverno perfeito.


Música todo dia pra alma e o coração...

Inspire-se... Deixe-se inspirar e boa terça ...

Au Revoir...

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Dou início a conversa de hoje com a frase do saudoso Le Corbusier que dá todo o sentido do assunto a ser tratado nesta mesa de café... "A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes reunidos sob a luz." 


E no meio da selva dos arranhas-céus da Cidade de São Paulo, a admiração toma conta sob o olhar do jogo sábio da luz e da sombra entre arquitetura, natureza, superfícies, volumes e humanidade. Mas minha maior conotação está nas falhas (não necessariamente no sentido literal da mesma), mas nas brechas onde a arquitetura permite que a luz brinque mais graciosamente. Comecei a perceber isso forte na minha maneira de pensar, quando comecei a estudar e engessei na faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Acredito que as coisas foram feitas para serem vistas sob a luz, nossos olhos foram feitos para ver as formas sob a luz, o jogo de luz e sombras, as superfícies, os volumes... 



Foto que andando pelas ruas de São Paulo em um dia qualquer, notei por volta das 15 horas e 30 minutos a incidência da luz solar entre a diferença de estilos históricos dos edifícios, se fazendo presente na Rua Alvares Penteado, São Paulo, perto do Centro Cultural Banco do Brasil. Gosto dessa foto porque ela mostra exatamente a importância da luz e sombra na arquitetura. O sol bateu e diferença de altura dos elementos causou esse efeito magnifico. Amante pela fotografia e pelos detalhes costumo enxergar coisas e tirar proveito de tudo que está a minha volta. A luz e a sombra, são os elementos básicos para produzir o efeito de Volume nos objetos. A técnica  do chiaroscuro (claro e escuro) foi desenvolvida principalmente por Da Vinci no alto renascimento (século XVI), quando os artista e arquitetos desenvolveram consideravelmente as técnicas de representação aplicadas à arte e à arquitetura.


O volume em um determinado trabalho depende da luz, e por consequência das sombras que este produz. A definição correta do volume de um objeto, se dá através da valorização exata das intensidades de suas sombras. 




Uma vez que a arquitetura trabalha com as formas, logo a percepção destas formas será revelada pela luz, da mesma maneira em que a arquitetura e o seu meio inserido, será capaz de nos revelar a luz, esculpindo-a. 

A relação entre cada parte no espaço é importante para informar à nossa percepção a construção visual do lugar, estabelecendo relações entre a luz e os elementos arquitetônicos envolvidos, e a sociedade inserida, porque o todo faz parte do TODO. Tudo é um jogo de luz e sombra desde o mais singelo mobiliário urbano até o topo de um "gigantesco" edifício. A forma é concreta e buscar seu fascínio, significa buscar o que é visualmente interessante ou satisfatório. No entanto, o interesse visual atém de se um estímulo da retina raramente inspira o coração, de quem está aberto a observar. O espaço, ao contrário da forma, está relacionado não apenas à visão, à audição e a outros de nossos cinco sentidos, mas também a sensações subjetivas. O espaço é o domínio privado de expressão da arquitetura. Por exemplo em uma simples rua no meio da multidão, podemos observar várias pessoas, cada qual com seu estilo, com seu movimento, mas sem ao menos perceber um dinamismo entre luz e sombra se materializa entre uns e outros, dando o contraste entre as dimensões volumétricas.


A luz ainda definirá diferenças entre interior e exterior, enfatizará conexão ou separação, indicará orientação, definirá áreas com tarefas diferenciadas e poderá sugerir movimento. 



É você quem sente uma reação interna crescer lentamente quando uma ordem geométrica estática adquire uma presença dinâmica em sua consciência. Despertar emoções e sensações é um resultado da arquitetura e da arte. 

Luz e Sombra revelando beleza para poucos. 



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Navegando pelo Facebook eis que encontro outra inspiração, novamente um vídeo, mas desta vez musical e com um toque artístico. O que a música pode nos trazer, como na postagem anterior tratei sobre música clássica, eis que compartilho a visão de um artista/desenhista sob o som "LACRIME DI GIULETTA" de Matteo Negrin. A harmonia entre a arte visual e musical é perfeita.



Como sou mega curiosa fui mais a fundo e pesquisei a respeito... Essa mistura é mais do que uma prova de que grandes ideias precisam sair do papel, ou nesse caso, fazer parte dele. Tudo começou quando o músico Matteo Negrin teve a ideia de ilustrar uma composição sua. A combinação impecável e majestosa entre artes visuais e música, foi realizada por um grupo de designers italianos, em parceria com o compositor Matteo. A artista Alice Ninni ficou responsável pelas ilustrações e o resultado foi esse, a criação deste incrível trabalho de cunho político nomeado Lacrime di Giuletta. 


O anexo do lindo trabalho... Se inspire... Aprecie sem moderação, arte nunca é demais !

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Olá...

Falando e se tratando de um assunto que particularmente me aguça todos os sentidos, degustaremos de um imenso e maravilhoso mundo de timbres. Sou amante da música e ela faz parte do meu cotidiano, se estou projetando é com a música, se estou pensando ou fazendo qualquer outra coisa tem que ter música. Então por dedução o assunto posto em mesa de hoje é M Ú S I C A.



Mas como é um assunto muito extenso, fragmentarei a sua história em estágios, intercaladas por outros assuntos também com seus sabores. A música é considerada a arte mais antiga e a mais primitiva de todas. Desenvolveu-se a partir dos principais ritmos e vibrações do mundo. É por isso que se costuma ouvir que “a música na terra é tão antiga como o homem”. Numa tentativa de te facilitar o estudo da música, vou reconstituir a sua história passando por todas as época, ou seja, desde a Pré-história até à música moderna do século XX.


Começamos então com a música clássica... 
O termo ‘Clássico’, em música, é empregado em dois sentidos diferentes. As pessoas, as vezes, usam a expressão "música clássica" considerando toda a música dividida em duas grandes partes: "clássica" e "popular". No entanto, para o músico, música clássica tem um sentido especial e mais preciso. É a música composta entre 1750 e 1810, que inclui a música de Haydn e Mozart, bem como as composições iniciais de Beethoven. 

Diga-se na história que a serviço da alta nobreza, o músico não passava de um criado que,  depois de fornecer música para fundo de jantares e conversas, ia jantar na cozinha com os demais empregados da casa. Para agradar seus patrões, precisava seguir as tradições musicais. Em sua obra respeitava e refletia as emoções da corte. A imaginação criadora não seria bem vinda se representasse a quebra das estruturas  tradicionais. Haydn aceitou esse trato e cumpriu suas obrigações. 

Mozart não aceitou estes limites e pagou um preço alto pela obstinação em se manter fiel à seus princípios. As cortes o elegaram ao esquecimento e o deixaram morrer como um mendigo. Beethoven foi o primeiro a decidir que não devia obrigações a ninguém e exigiu ser respeitado como artista. Nascia, com Beethoven, o pensamento romântico. 

A Música Clássica mostra-se refinada e elegante e tende a ser mais leve, menos complicada que a barroca. Os compositores procuram realçar a beleza e a graça das melodias. A Orquestra está em desenvolvimento. Os compositores deixaram de usar o cravo e acrescentaram mais instrumentos de sopro. Durante o Período Clássico, a música instrumental passou a ter maior importância que a vocal. Nesta época criou-se a Sonata. É uma obra com vários movimentos para um ou mais instrumentos. 

A Sinfonia é, na realidade, uma soata para orquestra. Seu número de movimentos passam a ser quatro: rápido - lento - Minueto - muito rápido. Haydn, Mozart e Beethoven foram os maiores compositores de sinfonias do Classicismo. O Concerto consiste em uma composição para um instrumento solista contra a massa orquestral. Tem três movimentos: rápido - lento - rápido. Muitas obras foram escritas para o pianoforte, em geral chamado piano para abreviar. Bartolomeu Cristfori, construtor de cravos italiano, por volta de 1700 já havia concluído a fabricação de pelo menos um destes instrumentos. 

Enquanto as cordas do cravo são tangidas por bicos de penas, o piano tem suas cordas percutidas por martelos, cuja dinâmica pode ser variada de acordo com a pressão dos dedos do executante. Isso daria ao piano grande poder de expressão e abriria uma série de possibilidades novas. No começo o piano custou para se tornar popular porque os primeiros modelos eram muito precários. Mas, no final do século XVIII o cravo já havia caído em desuso, substituído pelo piano. 

Essa foi uma breve amostra do vasto e rico mundo da música.



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Navegando pelo Facebook eis que encontro um trecho do filme "The Circus" do querido Charles Chaplin, e isso me inspirou a parafrasear a arte muda, o cinema clássico na sua forma mais pura e original. Pois o filme silencioso, parte mais do que uma fase do cinema, constitui a própria linguagem cinematográfica, por excelência. Assim como a música contemporânea não existiria se não houvesse existido a música clássica, o cinema sonoro não existiria se não houvesse existido o cinema mudo. 



Como dizia o saudoso Oscar Niemeyer "A vida é um sopro", um sopro de coisas que não se perdem no tempo, de que expressões bastam para arrancar uma gargalhada, um sopro de vivacidade de que a beleza pode ser a única coisa preciosa na vida, difícil encontrá-la, mas quem consegue descobre tudo. Fecho esta reflexão com uma frase do querido protagonista e inesquecível Charles Chaplin, que encerra o que é arte de verdade, que não é preciso de frases prontas, textos formatados para transmitir algo a um público alvo, e sim amor e certeza ao que faz... "Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação." - Charles Chaplin

Eis o trecho que me inspirou !!!


E aqui o link do filme completo vale a pena assistir é rico demais pra não ter como repertório !

https://www.youtube.com/watch?v=tXbMrboHML8

E viva o cinema mudo e a arte de enxergar a beleza das coisas.
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Olá!

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Em poucas palavras, sou arquiteta, nerd, escrevo, desenho e bebo café.

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